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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
REDISTRIBUINDO ATENÇÃO AS MULHERES NEGRAS COM HIV EM PIÚMA

Objetivo Geral da ação:
Desenvolver trabalhos com uma parcela significativa da população feminina negra infectada pelo vírus HIV e com os familiares dos soropositivos.
Justificativa:
No intuito de articular as políticas públicas sociais, desfigurando o caráter focalizador que ainda encontra-se presente na formulação e na execução de tais políticas, o Projeto Redistribuindo Atenção, no que tange a Proteção Social Básica, prevê o atendimento da população acometida pelo vírus HIV/Aids em situação de vulnerabilidade social decorrente: da pobreza, da ausência de renda, da privação do acesso aos serviços públicos , da fragilização de vínculos afetivos, agressão e violência advinda do núcleo familiar, não inserção no mercado de trabalho, discriminação em termos étnicos, culturais e sexuais.
A construção de políticas públicas sociais para atender à parcela da população vitimizada pelo preconceito e pela ausência de assistência social, no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis, exige constantes reflexões sobre equidade social, igualdade do cidadão de acesso à rede sócio assistencial, proteção social por meio da intersetorialidade das políticas públicas e direito à renda. A vulnerabilidade na população feminina negra em Piúmal merece um olhar especial, tendo em vista o somatório das discriminações resultantes das iniquidades raciais e de gênero, que atingem diretamente a mulher negra. Nesse sentido, constata-se a presença de uma tríplice discriminação: o fato de ser mulher, negra e pobre.
De acordo com o Ministério (Brasil, 2005), da Saúde, por razões sociais e de discriminação, as mulheres negras têm menor acesso aos serviços de saúde de boa qualidade, à atenção ginecológica e à assistência obstétrica Nesse contexto, vale introduzir as questões levantadas por Oliveira (2004) sobre etnicidade e políticas públicas no Brasil:
“O estabelecimento do campo saúde da população negra no Brasil resulta de um esforço de muitas cabeças e mãos, em um árduo trabalho de construção teórica e embates políticos e ideológicos no campo da ciência e junto às escolas de saúde, aos serviços e ao governo. Ciência e governo têm respondido, ainda que timidamente. Porém, as escolas e os serviços parecem que portam uma insensibilidade pétrea.”
População beneficiada
Comunidades e familiares soropositivos negras no município de Piúma.
Fernanda Timponi
domingo, 11 de dezembro de 2011
GESTÃO DE POLITICAS PÚBLICAS EM GÊNERO E RAÇA- RESUMO DO MÓDULO 3
Ao iniciarmos os estudos do módulo 03 desta Pós cujo tema é Gestão de Politicas Públicas em Gênero e Raça, nos deparamos com assuntos polêmicos, e no meu entendimento cheguei a seguinte conclusão:
Durante muitos anos a questão racial foi um fator predominante na sociedade, principalmente porque a cor da pele determinava se o individuo fazia parte do poder ou da subordinação, ou seja, quem tinha a cor da pele diferente de branca era considerada inferior, e de maneira especial no Brasil o negro era considerado uma espécie inferior que havia surgido para o serviço pesado, escravo.
Porém, o que percebo que esta questão de raça também se estendeu durante séculos em relação a outras nações ou a outros povos, onde alguns paises eram considerados menos evoluídos e de menor poder por conta do tipo de povo que o compunha.
Durante alguns anos acreditava-se que o clima e o ambiente eram responsáveis pelas características ou degeneração do que chamavam de diferentes raças e tempos depois os estudiosos já consideravam que a ciência biológica passa a ser a responsável pela determinação das diferentes capacidades das diversas raças existentes.
Inúmeros foram os movimentos criados no intuito de afirmação da raça negra como sendo um povo de singular importância na formação da humanidade como um todo, mas em sua maioria a meu ver apenas serviram para afirmar a questão do racismo no mundo tornando o negro especificamente um ser diferente dos demais.
A partir da abolição da escravatura criou-se no Brasil um grande problema de ordem econômica e mais intensamente de ordem social, pois a partir daí surgiu o questionamento de se descobrirem que camada da sociedade esses seres que até então eram apenas escravos e inferiores em todos os sentidos, passavam a ter direito e deveres como qualquer outro cidadão.
Mas o que percebemos é que houveram muitos intelectuais que iniciaram estudos numa busca incessante de poder dar ao negro e mostrar a sociedade que apesar da cor da pele são seres humanos dotados de alma e sentimento como qualquer outro branco e que mereciam ser respeitados como tal. Porém na verdade não foi isso que ocorreu naquela época e ainda hoje em nosso meio em algumas circunstancias, e nas camadas mais pobres da população, cuja maior parte é de negros não é o que acontece.
Diante de todas as mudanças ocorridas mundo a fora ao longo de todos esses anos constato de acordo com os textos apresentados que para o grupo racial negro e pardo, principalmente do Brasil em virtude das políticas públicas desenvolvidas e que contribuem financeiramente houve muitos avanços, porém, a raça branca continua predominando em todos os setores, seja no mercado de trabalho ou na escola.
No entanto, na questão salarial os brancos continuam tendo os rendimentos muito superiores às outras duas raças, bem como ocupando as melhores colocações também. Porém há que se destacar que as políticas de criação de cotas nas universidades abriu as portas para que os negros ingressassem em maior numero nas escolas tendo a oportunidade de obter uma melhor preparação para a disputa por uma melhor colocação no mercado de trabalho o que podemos considerar um grande avanço e de suma importância para o desenvolvimento social da raça, e fica evidenciado por outro lado a crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho, assumindo em muitos casos o papel de chefe da família, e continuam sendo maioria nos bancos escolares, principalmente de nível superior buscando uma melhor formação e preparação para o mercado em termos de qualificação.
Com o fim do regime de escravidão no Brasil o período ficou marcado pelo preconceito racial declarado, o que fez com que eles se unissem em prol de obter seus próprios espaços onde pudessem desfrutar de seus momentos de lazer e sociabilidade, porém no mercado de trabalho a luta teve que ser feita de forma mais agressiva através do jornal chamado imprensa negra, meio em que utilizavam pra gritar ao mundo que eram gente e que tinham direitos como todos, para o qual as mulheres negras tiveram uma participação efetiva.
Enfim a crescente inserção dos negros nas três esferas do poder público tem sido cada vez mais incisivos para que a proposta de garantia da igualdade racial, sem aceitar que nenhuma ação discriminatória possa permanecer no contexto, seja ela por questão racial ou étnica.
Vânia Viana dos Reis Martins
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